Eu morava numa casa de dois andares, estrutura moderna, com janelonas que iam do teto ao chão. Acordei de manhã, fui olhar o quintal pela janela e vi uma iguana. Chamei minha vó pra ver comigo. Quando olhei de novo, havia duas iguanas, a segunda era bem maior, parecia um jacaré. Minha vó apontava, e mais adiante o quintal estava lotado de iguanas, cada uma maior que a outra.
Estávamos observando, até que dei de cara com uma que era enorme, igual a um dinossauro. Parecia um tricerátopo.
Havia outros dois, cada um maior que o outro. O mais afastado era o maior de todos. Eles estavam dormindo. Depois, acordaram e foram embora em fila, todos eles.
Fiquei olhando. Depois, essa cena se repetia, mas dessa vez eu fazia barulho para atrair eles. Corri pelo quintal, fui até uma montanha de terra com várias pedras. Tinha um vulcão, que era por onde eles entravam. Essa cena se repetia várias vezes. Até que, numa das repetições, em vez de irem embora, eles resolveram me atacar. O maior conseguiu pisar em mim. E ele me matou.
Fui telesportada para uma espécie de purgatório, uma salinha com estante de livros encostada na parede e uma mesa enorme no centro. Minha tarefa era escrever uma redação.
Na sala da frente, havia uma cozinha, meu avô cozinhava em silêncio. Ele não era meu avô. Era Deus. Ou um anjo, na forma do meu avô.
Ele trouxe uma refeição. Com o passar do tempo, ele me puniu jogando um saco de lixo na minha cara. Colocou insetos dentro do saco e enfiou meu rosto ali.
Essa era minha punição, eu precisava aceitar a minha morte.
Não sei explicar, mas no meu sonho isso fazia sentido.
Era como se, ao aceitar a morte, eu deixasse de ter medo do lixo e dos insetos jogados em mim.
E foi isso que aconteceu.
Quando finalmente aceitei, sem medo, fui transferida para uma ala de testes com lasers. Eu precisava atravessar tudo sem ser atingida. Consegui chegar ao final, onde havia um corredor branco.
Caminhei por ele, abri uma porta de vidro e encontrei uma escada, mas era uma escada que descia, não subia.
Lá embaixo, estava o mesmo dinossauro que havia me matado. Ele estava enfurecido.
Mas eu já havia passado pelos testes de aceitação da morte. Meu espírito estava leve.
Não sentia mais medo, nem raiva.
Me ajoelhei diante do dinossauro. Coloquei uma frutinha no chão para ele.
Então, ele perdeu a raiva. Se aproximou de mim com calma. Comeu a fruta.
E eu fui embora em paz.

A parte da aceitação da minha morte foi bem difícil, mas foi interessante passar por aquilo.
Tenho medos que precisam ser enfrentados. Acho que seria basicamente isso, “jogar na cara” o que eu tenho medo até me acostumar e não sentir mais medo.
Só encarar o medo pra superar ele.
Provavelmente, se eu tivesse que tocar em uma barata todos os dias, com o tempo, o medo sumiria.
Essa era minha punição, eu precisava aceitar a minha morte.
Não sei explicar, mas no meu sonho isso fazia sentido.
Era como se, ao aceitar a morte, eu deixasse de ter medo do lixo e dos insetos jogados em mim.
E foi isso que aconteceu.
Quando finalmente aceitei, sem medo, fui transferida para uma ala de testes com lasers. Eu precisava atravessar tudo sem ser atingida. Consegui chegar ao final, onde havia um corredor branco.
Caminhei por ele, abri uma porta de vidro e encontrei uma escada, mas era uma escada que descia, não subia.
Lá embaixo, estava o mesmo dinossauro que havia me matado. Ele estava enfurecido.
Mas eu já havia passado pelos testes de aceitação da morte. Meu espírito estava leve.
Não sentia mais medo, nem raiva.
Me ajoelhei diante do dinossauro. Coloquei uma frutinha no chão para ele.
Então, ele perdeu a raiva. Se aproximou de mim com calma. Comeu a fruta.
E eu fui embora em paz.

A parte da aceitação da minha morte foi bem difícil, mas foi interessante passar por aquilo.
Tenho medos que precisam ser enfrentados. Acho que seria basicamente isso, “jogar na cara” o que eu tenho medo até me acostumar e não sentir mais medo.
Só encarar o medo pra superar ele.
Provavelmente, se eu tivesse que tocar em uma barata todos os dias, com o tempo, o medo sumiria.
Sua interpretação faz muito sentido 💖 imagina que chato morrer achando que a gente vai finalmente descansar e descobrir que na verdade existe todo um desafio de aceitação no Além, orquestrado por um ente amado nosso
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