Sonhei que eu era administrador de uma nave espacial. Dentro da nave funcionava assim:
Os trabalhadores ganhavam pontos, no fim da vida eles perdiam todos os pontos e eu pegava os pontos deles. No final da vida os trabalhadores da nave caminhavam para um corredor longo, caiam num buraco de luz, enquanto uma mangueira sugava todos os pontos deles e era tudo transferido para mim.
Sonhei que eu era administrador de uma nave espacial.
Dentro da nave, os trabalhadores ganhavam pontos e na hora de morrer, eles caminhavam por um corredor longo, caíam em um buraco de luz e uma mangueira sugava os pontos deles, transferindo tudo para mim.
Eu era o homem mais rico da nave, mas trabalhava 24 horas por dia. Não tinha tempo para aproveitar a vida.
Decidi deixar meu cargo com outro homem e tirar um tempo para relaxar.
Nesse período, surgiu um trabalhador que havia acumulado muitos pontos. Eu queria todos. Voltei ao cargo, esperando pela transferência.
Mas, no momento da morte dele, quando a mangueira se conectou a mim, percebi que a carga de poder era intensa demais. Eu não sobreviveria, então eu fugi da mangueira.
As pessoas em volta disseram que tive sorte, que eu teria morrido com o choque.
Foi então que, do buraco de luz, emergiu um alienígena gigante, amarelo, comprido como um verme, com uma cabeça enorme e redonda.
Ele havia sido atraído pelo poder da mangueira. Corri para dentro da nave, mas ele me viu. Eu era poderoso demais para ele ignorar.
O alien destruiu parte da sala externa onde eu trabalhava. Corri para o interior da nave. Ele ficou preso, com o corpo para fora e a cabeça para dentro da sala.
Fugi para um laboratório. Dois cientistas me orientaram a pular por um tubo, parecia um escorregador, mas podia se transformar em escadas, dependendo da configuração.
Pulamos. Uma das cientistas controlava a estrutura do túnel.
Só que, nesse momento, uma titanoboa (uma cobra pré-historica) se soltou no laboratório e entrou no túnel conosco.
Ela deslizava à frente. A cientista ativou as escadas, e subimos rapidamente. Mas a cobra voltou a subir também.
Passamos um bom tempo subindo e descendo dentro do túnel. Em um momento, ela até ficou colada no teto, esperando nos enganar.
Finalmente, a cobra desceu… e não voltou mais.
Procuramos outra saída. Só existiam duas: o túnel e a sala invadida pelo alien.
Vasculhei o laboratório e encontrei duas salas.
Em uma delas, ouvi a voz de um homem. Me escondi, com medo. Descobri que ele usava pessoas mortas e veneno para atrair a cobra.
Fiquei observando, mas depois os cientistas se juntaram a ele. Então, me juntei também.
Ele tinha um plano: descer pelo túnel com um pedaço de braço humano, banhado em veneno, e uma lança.
Eu seria o encarregado de descer, atrair a cobra e matá-la.
Antes disso, entrei na outra sala. Havia várias macas, com pessoas muito feridas e doentes.
Peguei o braço envenenado, a lança, e desci pelo túnel.
Lá embaixo, tudo era coberto por plantas, lodo e uma luz suave. Era bonito.
Procurei por todos os lados, até chegar a um cemitério.
Foi então que senti algo se mover. Era ela. A cobra estava camuflada, muito machucada, mas ainda viva.
Tentei jogar o braço, perfurar com a lança… mas sua pele era dura demais.
Depois disso, não me lembro mais.
O sonho mudava.
Agora eu era criança, no quarto da minha mãe, na nossa antiga casa em Brasília.
O quarto estava cheio de insetos, grandes, quase do tamanho da minha mão.
Abri a porta do quarto e tinha uma mosca verde gigantesca me encarava. Do tamanho de uma mão. Fechei a porta depressa.
Minha gata tentou entrar. Abri só para ela. Tranquei tudo novamente.
Tentei dormir, mas sentia insetos subindo em mim.
Quando acordei de manhã (na vida real), quase falei em voz alta:
"Não deixa a mosca verde entrar."
E por alguns segundos… tive a impressão de que os insetos ainda estavam em cima de mim.





Adorei ler isso. Achei o sonho dos cientistas bem criativo, daria pra desenvolver uma história grandinha.
ResponderExcluirOi, cigarra.
ResponderExcluirObra de arte literária ♥ fantasia dreamcore mais criativa que eu vou ler em toda vida
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